Shavasana – A postura mais difícil de yoga vai te surpreender…

O yoga é famoso pelas suas posturas complicadas, cheias de torções para frente, para trás, e para todos os lados.  Entre as posições de yoga estão, por exemplo, as seguintes:

posições de yoga

E tem muitas posições ainda mais avançadas, como o sirshasana (a invertida sobre a cabeça), o mayurasana (e postura do pavão), etc.

Tem gente que fica com receio de tentar praticar yoga por ter medo das posturas complicadas, mas a verdade é que também tem muitas posições fáceis de yoga – e que, com muita prática ao longo do tempo, o corpo da pessoa se adapta e fica mais flexível.  Tem posições de yoga que iniciantes fazem sem problema – e posições que quem tem um nível bem avançado consegue fazer.

Toda sexta, minha mulher Dani dá uma aula de hatha yoga de graça no campus da UFMG, aqui em Belo Horizonte.  Nesta aula, tem uma posição específica para qual ela costuma dizer, “Esta é a parte mais difícil da prática de hoje” ou “Esta é a parte mais importante da prática de hoje.”  Tem muitos iniciantes na aula – mas a postura na foto abaixo é a posição que continua sendo especialmente difícil até para as pessoas mais flexíveis!

E não é só a Dani que chama essa a parte mais difícil de uma sessão de yoga – muitos professores, praticantes, e até gurus indianos julgam essa posição a mais difícil da prática:

Shavasana

Foto: Joseph Renger

O QUE???  Isso é um cara deitado no chão!!!

Não – isso é uma posição de yoga chamada de shavasana (ou savasana) na antiga língua indiana de sânscrito.  A tradução dessa palavra, e o nome comum da postura em português, é a “postura do cadáver”.

Mas essa é a posição mais difícil de yoga?  Como assim?!  Não é só deitar lá e tirar um cochilo?

Não, não é.  O objetivo do shavasana é o praticante deitar em relaxamento completo, com todos os músculos do seu corpo relaxado.  Os olhos estão fechados e o praticante está consciente da sua respiração – de como o abdômen sobe e desce com cada inspiração e expiração.  Enquanto isso, tem que ter certeza que não está tensionando nenhum músculo no corpo inteiro – afinal, um cadáver não tensiona nem o queixo, nem o dedinho do pê, nem uma pálpebra, nem aquele pontinho entre as sobrancelhas que costumamos tensionar em toda hora!  Então, se o praticante está tensionando algum desses músculos, por exemplo – ou qualquer outro músculo, grande ou pequeno, no seu corpo – não está fazendo a “postura do cadáver” do jeito certo!

Quando o praticante entra na postura de shavasana, tem que observar o corpo inteiro para perceber quais músculos então tensionados.  E tem que soltar e relaxar cada músculo – um por um, até o corpo inteiro estar relaxado.

É comum fazer essa posição para se acalmar no final de uma sessão de yoga, e de manter o corpo neste estado de relaxamento completo por até 15-20 minutos – sem movimento nenhum, e sem contrair nenhum músculo do corpo em nenhum momento.

O shavasana é uma das posições básicas do yoga.  E, por causa desse benefício de relaxar o corpo totalmente, é comum considerar essa posição a mais importante da prática do yoga.

Mas, apesar desse relaxamento completo, o praticante tem que ficar consciente – em um estado quase meditativo.  Então, claro, se o praticante cochilou, ou deixou a mente desviar – também não conseguiu fazer a posição de shavasana corretamente!

Você já tentou relaxar e soltar literalmente todo músculo (grande e pequeno) do seu corpo?  E manter isso por um tempão, ficando consciente o tempo todo, sem contrair nenhum músculo?  É difícil!

Então, talvez agora você pode entender porque shavasana, a “postura do cadáver”, não é simplesmente “deitar no chão” – e porque muitos yogis consideram essa a posição mais difícil da prática do yoga!


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Para quem está em Belo Horizonte e se interessou na aula de yoga de graça na UFMG, tem mais informações na página do projeto no Facebook.   A Dani também dá ótimas aulas individuais de Hatha Yoga, com preços accessíveis, na região de Pampulha – confira mais informações na página dela!




Sobre

Nasci nos Estados Unidos e vivi na Índia intermitentemente entre 2006 e 2014, em cidades como Ahmedabad e Mumbai. Atualmente moro em Minas Gerais. Já viajei em mais de 70 países, mas a Índia sempre vai ser muito especial para mim!

Publicado em Cultura Indiana

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