Custo de viajar na Índia

O custo de viajar na Índia depende muito da pessoa – tem hospedagem, transporte, e comida para todos os bolsos.  Mesmo assim, geralmente é muito mais econômico que viajar no Brasil.

Orçamentos flexíveis

Quem viaja pela Índia com orçamento muito flexível vai achar hotéis do padrão internacional e geralmente vai pagar preços internacionais.

Existe uma gama de restaurantes na Índia, inclusive restaurantes chiques e caros, sobretudo nas cidades grandes do país – mas independente do seu bolso, você pode pagar muito menos na Índia que no Brasil para comida excelente em restaurantes bons.  Muitos indianos da classe alta até frequentam restaurantes onde pagam R$5 ou menos para uma refeição – simplesmente porque a comida é muito boa!

Mochilão na Índia

Quem faz mochilão na Índia pode facilmente viajar pelo país gastando umas 1000 rúpias (uns 50 reais) por dia, em média, nos gastos básicos de hospedagem, comida, e transporte. (Um real vale por volta de 20 rúpias – veja aqui a taxa de câmbio atual.)

Este orçamento vale para quem se hospeda em pousadas e hotéis econômicos, viaja no sleeper class dos trens e nos ônibus públicos, come principalmente em restaurantes simples, e não tem muitos gastos “especiais”.  Comprando muitas lembranças, fazendo aulas, ou participando em atividades como retiros ou esportes vai aumentar o seu orçamento.

É comum pagar entre 250-500 rúpias por noite em uma pousada na maioria das cidades da Índia.  Refeições simples tipicamente custam entre 50-100 rúpias.  Lanchinhos são baratos – salgados como samosas, por exemplo, custam umas 10 rúpias (uns 50 centavos do real), enquanto um pacote de biscoitos de 60-100g custa entre 5-20 rúpias, dependendo da marca e do biscoito.  (Parle-G é um biscoito muito comum que custa só 5 rúpias para um pacote de 75g; em alguns lugares tem até um pacotinho de 2 rúpias – apenas uns centavos do real!)  Leia as nossas páginas sobre transporte na Índia para mais informações sobre o custo de movimentar-se pelo país.

Dependendo dos destinos escolhidos, mochileiros que estiverem dispostos a sacrificar ainda mais “conforto” podem acabar gastando ainda menos que 1000 rúpias por pessoa por dia!  E quem quiser um pouco mais conforto, claro que vai pagar um pouco mais.

Cidades grandes geralmente são mais caras (os hotéis em Mumbai custam muito mais que no resto do país, por exemplo).  Vilarejos pequenos e zonas rurais geralmente são mais econômicos; passando mais tempo nesses lugares durante um mochilão na Índia vai ajudar o bolso.

Para algumas coisas, sobretudo entrada em sítios turísticos, indianos e estrangeiros pagam preços oficiais diferentes.  Por exemplo, a entrada ao Taj Mahal custa 20 rupias para indianos e 750 rupias para estrangeiros!  Não vai poder fazer nada em relação a isso.  Mas em muitos lugares (especialmente lugares muito turísticos), os lojistas, taxistas, e outros podem tentar cobrar mais (as vezes muito mais) para os estrangeiros.  Não existe nenhum motivo para você pagar os preços ridículos deles; para minimizar os gastos, vai ter que “pechinchar”.




Pechinchas

Pechinchar é muito comum na Índia, e muitas coisas simplesmente não têm preços fixos.  Geralmente os vendedores lançam um preço muito mais caro que o valor verdadeiro do item na expectativa que o cliente vai oferecer um preço mais barato que esse valor, e aí começam as negociações.  Os indianos já estão acostumados a isso, pois faz parte da vida no país – mas é uma coisa nova para muitos turistas na Índia.  É comum para os vendedores lançarem preços ainda mais altos para os estrangeiros.

Este sistema de negociar preços não vale para tudo.  Geralmente não se pode negociar o preço de comida, que quase sempre tem preço fixo.  Também não é possível negociar em lojas que têm placas dizendo fixed price only (“só preço fixo”) ou alguma coisa parecida.  E as coisas que vêm em embalagem do fabricante geralmente têm o preço sugerido já marcado – quase todas as lojas simplesmente cobram esse preço, fora de alguns lugares especialmente turísticos.  Não tente pechinchar.

Mas em qualquer loja, quiosque, ou carrinho na rua que não têm preços marcados nos itens (e até algumas que têm!), é subentendido que vai ter uma negociação antes da compra.  Muitas vezes é possível negociar as tarifas nos hotéis e pousadas também.  Se você não tentar pechinchar – e simplesmente pagar o primeiro preço que o vendedor falar – vai acabar pagando muito mais caro que o preço justo do item.  Alguns lojistas mais honestos, entendendo que muitos turistas não estão acostumados a este sistema, até lançam as negociações falando alguma coisa do tipo, “Eu vendo por 400 rupias – quanto você quer pagar?”

Outras dicas

Você pode achar quase tudo mais barato na Índia, mesmo quando o real está baixo.  Duas exceções são cervejas e vinhos.  O preço de cerveja é diferente dependendo do estado.  Cada estado cobra impostos diferentes – Goa tem cerveja relativamente econômica porque os impostos lá são baixos, por exemplo, enquanto os impostos de Maharashtra são altos e a cerveja é cara.  Vinho é caro em qualquer lugar – especialmente vinhos importados.  Uísques e runs domésticos (McDowell’s e Old Monk são marcas indicadas) são econômicos e muito populares na Índia.

Para dicas sobre como achar passagens econômicas para a Índia e hotéis econômicos na Índia, leia as páginas respectivas do site!




Leia também nossas páginas sobre transporte de trem e ônibus na Índia.