Transporte local na Índia

A dica mais importante sobre transporte local em qualquer cidade da Índia: sempre tente evitar a hora do rush!  Bom, essa dica vale nas cidades do Brasil também, mas lembre-se que tem muito mais gente na Índia!

Metrô e trem

Viajando em um velho trem suburbano em Mumbai

Viajando em um velho trem suburbano em Mumbai

As cidades de Délhi, Mumbai, Kolkata (Calcutá), Bangalore, Jaipur, e Gurgaon têm sistemas de metrô, embora nem todas tenham redes muito extensas.  O metrô de Délhi é ótimo e moderno; o de Mumbai foi lançado em 2014 com uma linha só, que não vai para muitos lugares interessantes para turistas.  Outras cidades estão desenvolvendo sistemas de metrô atualmente.

Algumas cidades também têm trens suburbanos; esses podem ser úteis em Mumbai, por exemplo.

Ônibus

Toda cidade indiana tem uma rede extensa de ônibus municipais.  Esses geralmente são velhos, mas é muito barato movimentar-se pela cidade de ônibus.  Tarifas de uns R$0,25 são comuns, e só chegam a R$1 para trechos longos nas cidades muito grandes.

Em algumas cidades, você também pode achar várias linhas de ônibus modernos e confortáveis com ar condicionado.  Esses geralmente cobram entre R$1 e R$1,50, mas não são muito comuns.

Auto-rickshaw

Esse veículo pequeno de 3 rodas é a versão motorizada do riquixá tradicional, com um banco que cabe umas 3 pessoas (apertadas) atrás do motorista.  É um dos meios mais comuns de viajar dentro das cidades da Índia.

Um auto-rickshaw lotado em Kerala, Índia

Um auto-rickshaw lotado em Kerala

Nos auto-rickshaws, uma viagem curta de 1 quilômetro custa menos de R$1; para uma viagem de alguns quilômetros, você vai pagar até uns R$3-4.  Mesmo nas cidades maiores e mais caras do país, uma viagem longa de 15 quilômetros nem vai chegar a R$10.

Teoricamente, todo auto-rickshaw nas cidades grandes da Índia deve ter um taxímetro.  Mas em muitos são quebrados – e mesmo quando funcionam, muitos motoristas simplesmente se recusam a usar!  Eles fazem assim até com os próprios indianos, mas a situação é ainda pior para turistas.  Tente insistir que o motorista use o taxímetro; se ele se recusar, pode tentar achar outro.  Em muitos lugares, nem vai valer a pena, pois todo motorista vai se recusar a usar.

Quando isso acontecer (e provavelmente vai acontecer muito), é preciso negociar um preço.   E fora das cidades grandes, os auto-rickshaws nunca tem taximetros – nestes lugares, sempre é preciso negociar o preço.  Os motoristas geralmente vão dar preços bem mais altos que a taxa oficial do taxímetro, e muitos turistas acham difícil negociar um preço justo.  O que dificulta as coisas ainda mais é que as vezes (sobretudo em lugares turísticos) todos os motoristas trabalham juntos para que ninguém ofereça preços justos para os turistas.  É uma boa ideia tentar se informar com os outros indianos do lugar sobre o preço justo para o trecho antes de tentar pegar um auto-rickshaw; você também pode pedir ajuda para negociar o preço se os motoristas ficarem dando preços ridículos – os próprios indianos também odeiam os motoristas desonestos de auto-rickshaw, e provavelmente vão ajudar você a negociar um preço mais razoável.

A situação varia entre as diferentes cidades do país.  Em Mumbai por exemplo, os auto-rickshaws não são permitidos de operar na região central da cidade; no resto da cidade (com algumas poucas exceções) é comum simplesmente dizer o seu destino para o motorista e entrar no veículo, e ele já liga o taxímetro.  Ao contrário, em Délhi, mesmo se você estiver com amigos indianos, provavelmente nunca vai ver nenhum motorista ligar o taxímetro.  E de novo – fora das cidades grandes, os veículos nunca tem taxímetros.

Algumas cidades têm postos de auto-rickshaw pré-pago em lugares muito movimentados, como estações ferroviárias.  É bom aproveitar desses postos – você vai ter mais probabilidade de pagar o preço justo.  Sempre guarde o ticket até chegar ao seu destino, e depois entregue ao motorista.

Alguns estrangeiros na Índia chamam os auto-rickshaws de “tuk-tuk”, que é o nome preferido em países como a Tailândia – mas isso não é um termo utilizado entre os indianos, que sempre chamam este vehículo de autorickshaw, rickshaw, ou simplesmente auto.  Os motoristas são chamados de rickshaw-wallah ou auto-wallah.  Em alguns lugares turísticos, os motoristas mais espertos já aprenderam que os estrangeiros usam a palavra tuk-tuk, e começaram a abordar os turistas nas ruas chamando “Tuk-tuk, tuk-tuk!”, como na Tailândia.  Se alguém te abordar na rua falando esta palavra, pode ter certeza que é porque você é turista, e que o motorista vai te cobrar um preço de turista, ainda mais elevado – melhor achar outro veículo, ou negociar muito.

Em muitos lugares na Índia, também existe um veículo chamado de “tempo“.  O tempo é como um auto-rickshaw grande que é quase sempre compartilhado – geralmente o motorista parte só quando ele tem um certo número de passageiros, e às vezes é preciso esperar muito para encher o veículo.  (Mas se você quiser pagar para todas as vagas, ele sempre vai estar disposto a partir logo!)  Em alguns lugares, os auto-rickshaws normais (pequenos) também funcionam com este esquema de compartilhado.

Táxi

Táxis em Mumbai, Índia

Táxis em Mumbai

Viajar de táxi na Índia é quase igual a viajar de auto-rickshaw, só que muitos lugares não têm táxis e os auto-rickshaws são os únicos meios de transporte motorizado disponíveis.  As dicas sobre os taxímetros e negociações de preço são iguais.

Também tem postos de táxi pré-pago em muitos lugares, inclusive nos aeroportos de Délhi, Mumbai, e outras cidades.  Procure esses postos depois de passar pela migração e alfândega.  Não acredite nos taxistas que falam que não tem táxi pré-pago – isso acontece porque querem cobrar um valor ridículo para levar você para onde você quer ir.  Lembre-se de só entregar o ticket ao motorista do táxi pré-pago quando você chegar ao seu destino.

Riquixá (rickshaw)

O riquixá (rickshaw) tradicional, uma carroça puxada por uma pessoa, era comum na Índia até as últimas décadas, mas agora já sumiu das ruas do país.  Além do auto-rickshaw motorizado, o ciclo-riquixá (cycle rickshaw) é muito comum em muitas cidades e vilarejos da Índia hoje em dia.  Esses são triciclos com um banco para 2-3 pessoas atrás do “condutor” que pedala.

ciclo riquixá na Índia

Um ciclo-riquixá

Os ciclo-riquixás são mais baratos que os auto-rickshaws, mas também são muito mais lentos; geralmente você vai usar só para trechos curtos.  Terá que negociar o preço com o condutor.  É bom se informar antes sobre o valor certo, pois (como os motoristas dos auto-rickshaws), quase sempre vão tentar tirar muito mais dinheiro dos estrangeiros que não conhecem os preços.




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